Estamos feridos e sangrando
Fugindo para lá, algum lugar
Onde não passa alguém perdido
Nem de quando em quando.
Cometemos um pequeno erro,
Fomos acusados,julgados e condenados
Por um crime que não lembrávamos.
Agora que lembro acato a decisão.
Expurgados da sociedade
Por não termos cometido sequer um ato,
Ao chegarmos ao destino,
Que era as terras de além lá
Ficamos parados, propensos
Esperando a nova vida começar.
Esperamos escolas, amizades,
Trabalhos e amores
Por, novamente, não termos ido em busca
Ficamos só com as dores.
Conversas repetidas e verdades esquecidas
Que só findarão com a pena cumprida
Ao final do castigo, como será voltar?
Para o lugar onde os homens só acertam
Que é a terra dos homens de cá.
Pode ser que seja sofrido
Ou que eu nem chegue a chegar
Mas durante esse tempo eu ganhei uma certeza:
Viveremos nas terras de lá ou de cá,
Pois não existem terras do meio.
(Augusto Menezes, 18 de setembro de 2007.)
Nesse espaço escreverei poemas que interessem ao maior número de pessoas ou só a mim.
domingo, 21 de outubro de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
Filmes, Telejornais e um Escritor sem talento.
Sob escombros colossais
Estão todas as minhas perspectivas
De viver ao teu lado e de ter uma vida
Bonita como é descrita num livro
E feliz como pode ser vista
Nos planos de quem ainda os têm.
O sol também está coberto por um céu cinzento
E abaixo deles os homens marcham em busca de um objetivo
Que mesmo tendo sido definido sem motivo
A sua caça causará a destruição de lares, lugares
E a morte de muitos para ser conseguido.
Os aviões felizes passeiam nas nuvens
E largam sobre nós as suas mágoas revigorantes
Fortalecedoras das próximas gerações que se voltarão
Contra o sistema opressor do qual eles farão parte.
Eleições, amores e cores
Em todo o mundo horrores
Por isso não mais sentimos dores.
Mas alegremo-nos!
A Curiosity está em Marte.
Sem nós a felicidade perde uma parte.
Que talvez a ela seja necessária.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Tenho Fé
No que ressurge avesso à situação
E traz a possibilidade de mudança
Nutre - nos de um sentimento imundo e vil,
Que nunca deixa de ser confiança.
Mantida pelo homem numa sólida ilusão.
Não compartilho do que me é dito
Por alguém mais importante
Porém nunca antes visto,
Esse Senhor de cada mísero instante
Regente das desventuras em que vivo.
Mas posso renegá-lo sem pesar
Não pagarei nada após a morte,
Só terei o corpo corroído por sevandijas,
Fato sem importância para mim
Que serei um corpo sem vida.
Enquanto vivo lutarei sempre forte
De acordo ao meu credo,
Pregando firmemente contra a fé do homem,
Que utiliza o próximo para lucrar,
E erigir uma fé fingida,
Pois eles são os maiores provedores da materialidade
E essa é a maior demonstração cristã
De que nem eles crêem na ressurreição da alma
E na renovação da
vida.
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