Nesse espaço escreverei poemas que interessem ao maior número de pessoas ou só a mim.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Delírio de um quase Mundo
Que só no fim se junta aos seus.
Amando as pessoas mais um pouco,
Onde nada de mal aconteceu.
Essa bela vista do mundo,
Detalhada por um imundo
Abstendo tudo de sujo
E felicitando o que não é meu.
A feliz convivência em família
Traz uma tamanha força
Que onde existisse ferida
Essa por muito tempo não teria vida.
Inocentes e amorosas as crianças brincam,
Sem saber que na fase adulta
E com esses sentimentos amadurecidos
Gerarão outros amores chamados de flhos.
Esses adultos maduros guiarão o futuro do país.
Formado por pessoas honestas,
A honestidade mais que civil, será primitiva,
Priorizando sobretudo à vida,
Não a sua mas a do seu semelhante
Independentemente de ser próximo ou distante.
Lucidamente caminharemos para o mesmo abrigo.
Indistintos de qualquer diferença.
Convergindo rapidamente e rompendo
todos os nós.]
Buscando uma verdade maior.
A qual só a nossa união poderá suportar.
Talvez esse mundo não exista
Ou não percebemos a sua forma
Mas se acreditarmos e a realidade edificarmos
Em outro agora viveremos,
Que talvez esteja mais para mais do que pra menos.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Bahia: microrrealidades do verão em ano de eleição.
O mundo durante o verão se reúne na Bahia
E ao pôr do Sol os turistas se vão
Levando consigo lembranças
Do que essa terra seria.
Lugar belo e feliz,
Assim é o farol, visto do alto do trio,
Pelos olhos de uma miss
Sem saber que nas outras estações
Ali mesmo dormem pessoas consideradas vis.
Sociedade decrépita exterminadora de homens
Aproveita-se da curva do circuito
Onde juntamente trio e moral somem.
Deixando aquém os necessitados
Que em ano de eleições
Por um quilo de feijão
Mais do que nunca serão utilizados.
Pelos socialistas aristocratizados
Com atitudes indecentes
Apóiam-se em problemas por eles criados
E na desventura de um vivente
Para justificar aos analfabetos
Suas atitudes inconseqüentes.
Talvez por não entender os versos
de Fernando Pessoa.]
Sigo a vida sem ideal, à-toa,
Mentindo pra mim sobre outra vida
Que será como o carnaval, Feliz, de boa.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Mal escrito do mau.
Vejo o sol desaparecer.
Com ele some as lembranças
Que durante a noite voltarão a aparecer.
Não sei por quê penso em muitas coisas,
Todas elas em fragmentos,
Pode ser por pensar de mais
Ou não ter sentimentos.
A vida é atraente e divertida,
O incômodo é só não poder sanar algumas feridas.
Em algum momento penso em reclamar
Mas ao olhar as noticias, retomo meu lugar.
Lugar de ser vegetativo que não colabora com o que está ao seu redor.
E atravesso todas as desgraças sem sentir dó.
Isso é ruim, mas me protege.
Talvez do que não vá acontecer
Mesmo me distanciando de você para morrer só
Sinto que fiz o melhor e sigo sem entender.