segunda-feira, 6 de maio de 2013

5 de maio de 2013. Lembranças avessas.


Do alto do morro o Sol brilha e
Me faz todos os dias uma visita
Mostrando a necessária continuidade
Da existência, do homem e da vida,
As dúvidas que tenho não abalam e
Tampouco desvirtuam os meus credos.

Esses, vislumbram pelo meu caminho
As sensações de amores, inferno longínquo
Ao alcance de todos,  pobres humanos sofredores
Inconscientes da sua insignificância espalham pela
Terra toda a sua ignorância e cultivam as dores.

Em dias diferentes, que são aqueles, onde as coisas
Repetitivas, seguras pelo nosso despreparo, invadem
Às nossas vidas e modificam sempre para pior o caminho
A continuidade límpida dos momentos felizes que
Até então nos cercavam com carinho. Adeus.

Agradeço pelas dores eternas serem constituídas
Por um momento, onde, apesar de sentirmos todo o tempo
Não ficamos presos  e saímos por meio de impulsos de felicidade
Onde nem a mediocridade da escrita, nem a redundância etimológica
Retirará as marcas de tristezas e alegrias vividas. Nem em outra vida.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Dúbia


Juntos podemos mudar o mundo.
E como será após a mudança?
Terão pessoas de mãos dadas
Construindo uma nova sociedade
Ou estarão pesando os destroços rentáveis
Numa balança americana?

Projetada socialmente e lapidada de forma objetiva
A nova sociedade nos garantirá liberdade
Por somente existir devido a nossa luta
Ou restringirá pensamentos visionários,
Destoantes dos que sejam por todos pensados?

Porém me adianto, é preferível morrer
Em busca de uma mudança do quê
Subsistir sem desfrutar o bem estar e ter aonde ir
E só existimos para sentirmos dores das feridas
Das quais não temos culpas, mas parasitados
Seremos aniquilados pela imobilidade adquirida.

Enquanto indivíduo, me vejo no direito de duvidar sempre
De tudo e de todos, mas ao passar a integrar um meio
Batalharei pelas causas maiores, que mesmo não me sendo
Totalmente avindo, me permite, instintivamente
Lutar pelo bem maior e postergar o fim de um planeta
Chamado Terra, no qual não vivo, resisto!

domingo, 28 de abril de 2013

Amores Passados

Não me lembro do último instante
No qual estivemos juntos, distantes
Do mundo, perto de ti, tudo me é tirado.
Sou dado a vida, advinda de espasmos
Oriundos da doçura dos teus lábios.

Me pego preso àquele instante
E consequentemente a você.
Unido ao seu corpo passo o tempo transcorrido
E em outra dimensão aduzo sinceros sentimentos
Na vã tentativa de controlar o pensamento
Da pessoa que amo, e assim eternizar nosso momento.

Às vezes chego a ter certeza dos problemas
Causados pelas minha dúvidas sobre a duração
Das nossas vidas enquanto uno.
Mas quando trago você para mim,
Lhe abraço e beijo-a, felicitamo-nos
Admirando as coisas simples do mundo.