segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Outras Coisas

A supressão de um sentimento
Me faz te amar duas vezes
Força desperdiçada que podia
Ser usada, para amá-la muito mais!

A distância me cega e coíbe o meu desejo
Enxergo somente a mim e
Não sinto mais os seus beijos.
Desventura do meu ser, que agora sem ti
É incompleto, solitário e só tem a dor ao lado.

Não sei definir o que é amor
Porém, tenho quase a certeza
De que o mais puro dos sentimentos
Não termina em sua essência
Nem destrói os nossos pensamentos.

Gata Morta

Pelo seu olhar obtuso,
Concentrado e belo
Vislumbro um mundo inexistente
Paralelo ao mar vermelho
Transbordando sangue inocente.

Realidade suave e distorcida
Que só se permite ser observada
Pelo olhar de uma gata,
Aliviada, atropelada, parida
Ciente de tudo e dos pensamentos de todos
Que por ela passam.

Poderia haver uma desinência
Para manter a rima e empobrecer a escrita
Porém, não felicitaria a história.
Isso só reflete a incapacidade do autor
De repassar um simples fato
Acontecido na vida de uma gata morta.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Outra Estação

Em um dia especial no qual o amanhecer vem sem a companhia do Sol
Eu minto para mim mesmo e não aceito o fato de estar só.
Mas a solidão não se trata de uma companhia qualquer,
Da pessoal especial e talvez amada vem a cura para essa ferida.

Sanar a dor que vem de dentro é muito mais difícil do que penso
Porém, mesmo ficando contra as minhas conjecturas
Tenho que matar as coisas boas dentro de mim,
Pois não podemos contar com o vento. Um aumento, nem pensar!

A combinação entre um assassinato complicado
E um assassino inexperiente é a dor infindável da vítima
Causada pelo sicário amador, incapaz de se revelar a si,
Como a pessoa capaz de reverter aquele amor que não pode ser sentido.
Sofrendo um pouco mais, me pergunto o por que de ter vivido?

Sem você, logo, sem amor não há motivos para ter existido,
Me escondo do mundo por dizer uma coisa dessa,
Fazendo questão de poupar o próximo de ouvir lamentações funestas
Onde tudo acaba e nunca começa, e não há motivos para felicidade.