sábado, 10 de dezembro de 2011

Cidadão Quem


Duvido que saibas quem sou.
Trago à vida coisas queridas,
Distantes para àqueles de vida sofrida.

Não passeio pelos pontos turísticos da cidade,
Não gozo da democracia,
Pelo meu grupo, hipócrita,estabelecida
Para impedir que a maioria das pessoas vivam em liberdade.

Já que os outros não podem falar,
Para não terem o futuro impedido,
Eu espalho ao mundo o poder das coisas que trago comigo,
Sinceramente, sei que as palavras nada dirão
E as minhas obras inacabadas logo ruirão
E servirão como alicerce de coisas ínfimas,
Porém, plenas.
Utilizadas como alimento para almas pequenas.

Que assim como a minha não influirão em nada
E só servirão para exemplos de coisas inúteis.
Como tudo proveniente do homem é sujeira,
Sugiro um estado desumano
Para que possamos aspirar e construir grandezas.








sábado, 26 de novembro de 2011

Insônia


Há muito tempo sem dormir
As alucinações se tornaram rotineiras
E as mentiras que criei se tornaram verdadeiras,
Sem que me trouxessem algum alento.

Às margens da vida, me despedi da existência,
Por força menor, porém,
Maior que a minha vontade de viver.

À noite ou durante o dia, me deito para tentar dormir,
Cada vez mais desperdiço as poucas tentativas,
Mas enquanto o sono não vem
Penso no fim da vida,
Que não leva nada nem ninguém a lugar algum.
Só abre feridas, até o fim das outras restantes vidas.






quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Aconteceu

Duvido que seja verdade,
Porém a idade não me deixa pensar
No que teria acontecido
Se eu não tivesse sofrido
Todo esse tempo, junto comigo.

Saio fortificado e com novos pensamentos
Sobre a minha pessoa e os próximos eventos.
Pelos quais terei que passar
Tudo isso só para provar que não me esqueci,
Nem de mim, nem das coisas que vivi.

Sem alguém ao meu lado
Convivo muito bem estando desacompanhado
E não exagero ao falar que senti felicidade
Depois de ser esquecido nos lugares que havia passado.

Não me preparei para voltar,
Fui impelido pelo acaso
Que não me deu nem uma hora para lembrar...
Do que eu pensava ter acontecido
Sem sequer saber que nada havia existido.