terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Era Pra Ser Teoria


Durante as madrugadas busco o futuro
Pois o presente não me traz nada.
Persigo o sucesso e a ascensão social
Quero ser uma pessoa diferenciada
Para dizer aos analfabetos na TV
Que perante Deus somos todos iguais.

Não amo de verdade, talvez nem a mim mesmo
Pois se contrário fosse, teria lutado contra
Tudo de bom e ruim que me foi imposto, e
Algumas imposições combinavam até com o meu gosto
Mas para parecer normal aceitei fingindo desgosto.

Hoje, frustrado e sem alguém para culpar
Busco regenerar o meu pensamento
Principal construtor de todo amor,imenso
Furor, sentido por mim, ao pensar que há
Vida, amores e doces em algum lugar.

Num mundo onde a mentira é a verdade alheia
E vagueia no meio de nós com intimidade
Sem deixar que sintamos o menor pudor
Ao renegar o próximo e clamar ao Senhor.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Retalhos Sociais


Num mundo horroroso, distante e estranho
As pessoas não se odeiam, convivem
Coexistem pacificamente e independentemente
Do que sentem, não achando pouco, se amam.

Nesse lugar é fácil absorver as dificuldades,
Os amores e as vontades de todos que nos são contrários.
Afinal, a igualdade criada a partir de uma divergência
É uma consequência social necessária
Para a continuidade do amor e da solidariedade.

Apesar de parecer onírico
O relato é verdadeiro e racional
Apesar de não poder trazer toda a verdade
Sobre um lugar sem ganância e ódio
Traz as partes principais sem as quais vivemos,
E serve para avisar a nossa espécie.
O motivo (ou a falta de) pelo qual não resistiremos.

domingo, 21 de outubro de 2012

Demora

Onde fica essa terra tão bonita?
Pois vivo nesta e não sei.
Será que esse lugar só existe em minha cabeça
Ou faz parte das coisas que herdei?

Na vida, o que o homem tem de seu?
Pode ter tudo que poucos ganham,
Está cercado pelo que todos sonham
Mas repentinamente perder o dom de Deus.

Afinal para quê serve Deus?
Para agraciar os fartos?
Enganar pobres e fracos?
E iludir àquele que um erro cometeu?

E em tua vida, que erro chegaste a cometer?
Duvidaste do amor do próximo?
Viveste a vida em ócio?
Ou por medo de cometer, impediste
Que muitas coisas boas viessem a acontecer?

Bem ou mal continuarei a escrever
E quando começarem a reclamar
É porque começaram a me ler.


(Augusto Menezes, 21 de Novembro de 2006)