terça-feira, 30 de abril de 2013

Dúbia


Juntos podemos mudar o mundo.
E como será após a mudança?
Terão pessoas de mãos dadas
Construindo uma nova sociedade
Ou estarão pesando os destroços rentáveis
Numa balança americana?

Projetada socialmente e lapidada de forma objetiva
A nova sociedade nos garantirá liberdade
Por somente existir devido a nossa luta
Ou restringirá pensamentos visionários,
Destoantes dos que sejam por todos pensados?

Porém me adianto, é preferível morrer
Em busca de uma mudança do quê
Subsistir sem desfrutar o bem estar e ter aonde ir
E só existimos para sentirmos dores das feridas
Das quais não temos culpas, mas parasitados
Seremos aniquilados pela imobilidade adquirida.

Enquanto indivíduo, me vejo no direito de duvidar sempre
De tudo e de todos, mas ao passar a integrar um meio
Batalharei pelas causas maiores, que mesmo não me sendo
Totalmente avindo, me permite, instintivamente
Lutar pelo bem maior e postergar o fim de um planeta
Chamado Terra, no qual não vivo, resisto!

domingo, 28 de abril de 2013

Amores Passados

Não me lembro do último instante
No qual estivemos juntos, distantes
Do mundo, perto de ti, tudo me é tirado.
Sou dado a vida, advinda de espasmos
Oriundos da doçura dos teus lábios.

Me pego preso àquele instante
E consequentemente a você.
Unido ao seu corpo passo o tempo transcorrido
E em outra dimensão aduzo sinceros sentimentos
Na vã tentativa de controlar o pensamento
Da pessoa que amo, e assim eternizar nosso momento.

Às vezes chego a ter certeza dos problemas
Causados pelas minha dúvidas sobre a duração
Das nossas vidas enquanto uno.
Mas quando trago você para mim,
Lhe abraço e beijo-a, felicitamo-nos
Admirando as coisas simples do mundo.



domingo, 31 de março de 2013

Meio

Com a vida que tenho, dita confortável por uns
Sentida, sofrida por mim, e verdadeiramente
Inóspita. Busco mudanças além das formas.

Capazes de construirmos um mundo perfeito,
Só na teoria, pois, verdadeiramente, o mundo
Fica para os que foram eleitos.
Seres hipócritas que não trazem, nem a mentira
Dentro do peito. Isso faz algum sentido?

Muitas vezes me confronto, não sei,
Quais dos eus estão certos?
O que individualiza a mudança
E não divide a herança a quem lhe fez,
Por excelência, sem escolha, sobrecarregado, pujante.
Ou o eu, muito mais próximo a mim,
Contrário, até aos meus desejos, que vê
Na necessidade igualitária popular,
Em todos os aspectos sociais, a única perspectiva
De manter a nossa ignóbil espécie viva?

Quanto mais me aprofundo, nesse mundo sem fim.
Me pergunto se seria o homem capaz, de viver, ter
E deixar também o outro ter e ser em paz?
Me pego descrente, pois algo, até então desconhecido
Porém percebido de modo inerente a todo humano
Nos torna uma espécie decadente, ausente e sem planos.

Insustentável, o sistema se mostra. Porém seremos
Capazes de modificá-lo utilizando uma coisa velha,
Que sempre se renova e nos mostra a saída da cova?
Acredito que sim, mas isso só se realizará quando
As pessoas deixarem de se(rem) bifurca(das)r.