quinta-feira, 20 de junho de 2013

Outra Estação

Em um dia especial no qual o amanhecer vem sem a companhia do Sol
Eu minto para mim mesmo e não aceito o fato de estar só.
Mas a solidão não se trata de uma companhia qualquer,
Da pessoal especial e talvez amada vem a cura para essa ferida.

Sanar a dor que vem de dentro é muito mais difícil do que penso
Porém, mesmo ficando contra as minhas conjecturas
Tenho que matar as coisas boas dentro de mim,
Pois não podemos contar com o vento. Um aumento, nem pensar!

A combinação entre um assassinato complicado
E um assassino inexperiente é a dor infindável da vítima
Causada pelo sicário amador, incapaz de se revelar a si,
Como a pessoa capaz de reverter aquele amor que não pode ser sentido.
Sofrendo um pouco mais, me pergunto o por que de ter vivido?

Sem você, logo, sem amor não há motivos para ter existido,
Me escondo do mundo por dizer uma coisa dessa,
Fazendo questão de poupar o próximo de ouvir lamentações funestas
Onde tudo acaba e nunca começa, e não há motivos para felicidade.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

O Começo

É a espontaneidade criticada por Lênin?
Não sei. Uma revolta popular desorganizada?
Parece. Porém todos unidos numa coisa
Que não é futebol, samba ou preces.

Consciência social? Talvez. Mas só por mudar a rotina
E mostrar aos opressores democráticos que de agora
Em diante, estaremos todos,
Independentemente de qualquer diferença
Buscando a melhoria das vidas de quem sofre nessa sina.

Complicada, que já coloca na formação da nacionalidade
O seu peso sobre as costas dos trabalhadores,
Classe que sofre por todos as dores da mãe gentil
E ela somente existe num hino onde a perfeição da forma
É o seu podre objetivo, e por isso falam de uma país varonil
E nós, todos oprimidos, sabemos não ser o Brasil.

Mas isso não é mais importante, pois a todo instante
Mostramos a capacidade de mobilização que precisa ser constante
E com ideais bem definidos para a tornar a marcha maior
E buscarmos êxitos nos sentidos que a mesma terá recebido
Dados pelos famintos populares, clamantes de igualdade.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

5 de maio de 2013. Lembranças avessas.


Do alto do morro o Sol brilha e
Me faz todos os dias uma visita
Mostrando a necessária continuidade
Da existência, do homem e da vida,
As dúvidas que tenho não abalam e
Tampouco desvirtuam os meus credos.

Esses, vislumbram pelo meu caminho
As sensações de amores, inferno longínquo
Ao alcance de todos,  pobres humanos sofredores
Inconscientes da sua insignificância espalham pela
Terra toda a sua ignorância e cultivam as dores.

Em dias diferentes, que são aqueles, onde as coisas
Repetitivas, seguras pelo nosso despreparo, invadem
Às nossas vidas e modificam sempre para pior o caminho
A continuidade límpida dos momentos felizes que
Até então nos cercavam com carinho. Adeus.

Agradeço pelas dores eternas serem constituídas
Por um momento, onde, apesar de sentirmos todo o tempo
Não ficamos presos  e saímos por meio de impulsos de felicidade
Onde nem a mediocridade da escrita, nem a redundância etimológica
Retirará as marcas de tristezas e alegrias vividas. Nem em outra vida.