quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Bahia: microrrealidades do verão em ano de eleição.

O mundo durante o verão se reúne na Bahia

E ao pôr do Sol os turistas se vão

Levando consigo lembranças

Do que essa terra seria.

Lugar belo e feliz,

Assim é o farol, visto do alto do trio,

Pelos olhos de uma miss

Sem saber que nas outras estações

Ali mesmo dormem pessoas consideradas vis.

Sociedade decrépita exterminadora de homens

Aproveita-se da curva do circuito

Onde juntamente trio e moral somem.

Deixando aquém os necessitados

Que em ano de eleições

Por um quilo de feijão

Mais do que nunca serão utilizados.

Pelos socialistas aristocratizados

Com atitudes indecentes

Apóiam-se em problemas por eles criados

E na desventura de um vivente

Para justificar aos analfabetos

Suas atitudes inconseqüentes.

Talvez por não entender os versos

de Fernando Pessoa.]

Sigo a vida sem ideal, à-toa,

Mentindo pra mim sobre outra vida

Que será como o carnaval, Feliz, de boa.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Mal escrito do mau.

Ao passar à frente de uma montanha
Vejo o sol desaparecer.
Com ele some as lembranças
Que durante a noite voltarão a aparecer.
Não sei por quê penso em muitas coisas,
Todas elas em fragmentos,
Pode ser por pensar de mais
Ou não ter sentimentos.
A vida é atraente e divertida,
O incômodo é só não poder sanar algumas feridas.
Em algum momento penso em reclamar
Mas ao olhar as noticias, retomo meu lugar.
Lugar de ser vegetativo que não colabora com o que está ao seu redor.
E atravesso todas as desgraças sem sentir dó.
Isso é ruim, mas me protege.
Talvez do que não vá acontecer
Mesmo me distanciando de você para morrer só
Sinto que fiz o melhor e sigo sem entender.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Conhecida pobre da Pasárgada

Vou-me embora pra RKS,
Pois lá vivo feliz,
E não a sinto por um triz
E a vida acontece.
Vou-me embora pra RKS,
Pois lá tenho muitos amigos.
Alguns bons e outros bandidos
E a amizade sempre floresce.
Vou-me embora pra RKS,
Pois lá me sinto capaz,
O pensamento não se desfaz
E a alma resplandece.
Vou-me embora pra RKS,
Onde a vida é intensa,
A falsidade não engrena
E a fé não necessita de prece.
Vou-me embora pra RKS,
Porque lá jogamos bola na rua,
Ficamos à noite olhando à lua.
Mas do sol ninguém esquece.
Vou-me embora pra RKS,
Terra das mulheres bonitas,
Algumas evangélicas e outras da vida,
E todas desimpedidas e o amor não acontece.
Vou-me embora pra RKS.


Para meus amigos: Rafinha,Laércio,Rato,John,Vando,Tubarão,Joabe e Pinto Doido.
27/12/2009; 22:32.