A chuva que cai do céu
Não lava a minha alma
Que está tão carregada de sujeiras
Todas trazidas da estrada
Pela qual eu caminhei
E de bom não trouxe nada.
Ao chegar em casa
De mãos tão vazias
Quanto a minha alma
Vislumbro no rosto do meu filho,
Menino recém - nascido, o desespero
Por passar mais um dia com fome
E pensar, se for capaz
Que talvez não terá mais um dia de paz.
Saio mais uma vez
Em busca do pão bendito,
Pelo qual hoje em dia
É um bom motivo para se fazer inimigos.
Me ajoelho, me humilho,
Não consigo o que me é querido,
E ao voltar para casa,
Mais uma vez sem nada
E saber que meu menino tinha morrido,
Graças a minha incapacidade.
Eu paro, penso:
Talvez tenha sido mal da idade.
Nesse espaço escreverei poemas que interessem ao maior número de pessoas ou só a mim.
domingo, 1 de maio de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Depois
Fujo pra longe,
Me escondo ao teu lado.
Sem saber de ti,
Sumo do mundo,
Vou para dentro de mim.
Você foi para aonde eu estava,
Sem nada concreto
A incerteza do amor
Nos traz para perto.
A certeza chegou
Com uma felicidade
A qual ninguém acreditaria
Advir de um romance
Que durou só um dia.
Ao pensar no decorrido
Me perco na linha do tempo
E faço do belo passado
Um triste momento,
Futuro de um recomeço
Que acontecerá em algum lugar,
Sobre o qual só tenho a certeza
De que iremos estar.
Me escondo ao teu lado.
Sem saber de ti,
Sumo do mundo,
Vou para dentro de mim.
Você foi para aonde eu estava,
Sem nada concreto
A incerteza do amor
Nos traz para perto.
A certeza chegou
Com uma felicidade
A qual ninguém acreditaria
Advir de um romance
Que durou só um dia.
Ao pensar no decorrido
Me perco na linha do tempo
E faço do belo passado
Um triste momento,
Futuro de um recomeço
Que acontecerá em algum lugar,
Sobre o qual só tenho a certeza
De que iremos estar.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Muros
Separados pela camada social.
Menor empecilho numa relação,
Onde se esconde tudo:
Amizade, amor e religião.
E só resta uma coisa verdadeira,
Inventada para nutrir a deixa
De uma paixão, falso sentimento,
Vivo por um momento, e que felicita
Àqueles que não o trouxeram uma vez na vida.
A ilusão se fez indispensável ao homem.
Incapaz de aceitar a banal realidade,
As pessoas criam e vigiam
Todas as verdades em que confiam.
Sem saber dos direitos dos outros sobre si
Os cenários criados satisfazem os desejos de um desvalido.
O aviso da sua chegada é transmitido,
Nos sorrisos sinceros alheios,
Ato reflexivo do pensamento
Sobre aquilo que queremos para o mundo inteiro,
A beleza humana então é mostrada,
E a cada esquina o nosso pensamento vai ganhando vida.
Esse é o maior sinal de se estar vivendo uma mentira.
Menor empecilho numa relação,
Onde se esconde tudo:
Amizade, amor e religião.
E só resta uma coisa verdadeira,
Inventada para nutrir a deixa
De uma paixão, falso sentimento,
Vivo por um momento, e que felicita
Àqueles que não o trouxeram uma vez na vida.
A ilusão se fez indispensável ao homem.
Incapaz de aceitar a banal realidade,
As pessoas criam e vigiam
Todas as verdades em que confiam.
Sem saber dos direitos dos outros sobre si
Os cenários criados satisfazem os desejos de um desvalido.
O aviso da sua chegada é transmitido,
Nos sorrisos sinceros alheios,
Ato reflexivo do pensamento
Sobre aquilo que queremos para o mundo inteiro,
A beleza humana então é mostrada,
E a cada esquina o nosso pensamento vai ganhando vida.
Esse é o maior sinal de se estar vivendo uma mentira.
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