sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Desculpa

Não fiz o melhor,
E nem o bastante.
Não dei meu suor,
Estive distante.

Hoje eu vejo que estávamos perto
Perder a sua companhia,
É algo concreto.
Talvez não suporte a distância sozinha
E por isso trarei a solidão que é minha.

Enquanto não nos afastamos
Vivo cada segundo como se fosse um minuto
E admiro em seus olhos a vista do mundo
Do qual não queria sair.

A trouxe aqui, pra te falar:
Amo você e não quero ficar.
Pensando no que não aconteceu
E não vai mudar.

Depois dessa declaração
Mesmo intimidado quero conversar,
Se não aceitares, talvez irei à outro lugar.
Buscar no destino o encontro perdido
Que já é mais do que me foi prometido.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Dúvida

Por uma escura viela corro sem parar,
Olho para trás e não vejo ninguém.
Quem será o perseguidor desconhecido ?
Quase esgotado paro, não penso
Sem imaginar a proximidade da morte,
Partícipe da caravana
Na qual a busca pela minha alma
É o único sentido.

Ao voltar a insana fuga
Percebo a minha condição
De ser super valorizado
Por trazer comigo algo que os interessam
Nesse momento decido acabar
Com a minha vida e os motivos dos inimigos.

No momento final, olho ao meu redor
Vejo várias pessoas sendo capturadas
E ao me sentir uma pessoa comum
Perco toda a coragem absorvida em um devaneio.

E agora, ciente da minha pobre situação,
Envergonhado, volto à idéias passadas
Onde,num lampejo, me privo da existência
Desvalida de uma vida sem fim.

domingo, 5 de dezembro de 2010

2ª Fase

Depois de muito tentar, consegui.
Estamos juntos durante um minuto,
Lhe digo coisas nas quais cabem o mundo
E pareço longe daqui.

Junto de ti as coisas mudam:
O tempo espera, vivo a quimera,
De ter você para sempre.

Ao tentar ser quem você sonha,
Me desfiguro para tornar real
O sonho de agradar-te que trago comigo.

Trazido à realidade,tento,
Sem a possibilidade de ter você,
Me aproximar de outras pessoas,
Das quais nem sequer sei os nomes
Na esperança de te esquecer.

Das tentativas frustradas
Trago comigo uma inabalada,
Que vem sendo construída aos poucos,
E se eu ao menos puder vivê-la
Sem sonhar, como é ao seu lado
Não hesitarei em te deixar.

Augusto Menezes & Bruno Novaes