segunda-feira, 9 de abril de 2012

Tenho Fé


No que ressurge avesso à situação
E traz a possibilidade de mudança
Nutre - nos de um sentimento imundo e vil,
Que nunca deixa de ser confiança.
Mantida pelo homem numa sólida ilusão.

Não compartilho do que me é dito
Por alguém mais importante
Porém nunca antes visto,
Esse Senhor de cada mísero instante
Regente das desventuras em que vivo.

Mas posso renegá-lo sem pesar
Não pagarei nada após a morte,
Só terei o corpo corroído por sevandijas,
Fato sem importância para mim
Que serei um corpo sem vida.

Enquanto vivo lutarei sempre forte
De acordo ao meu credo,
Pregando firmemente contra a fé do homem,
Que utiliza o próximo para lucrar,
E erigir uma fé fingida,
Pois eles são os maiores provedores da materialidade
E essa é a maior demonstração cristã
De que nem eles crêem na ressurreição da alma
E na renovação da vida.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Ein Traum


Vislumbrado de longe,
Disforme, sempre nos cai bem
Nunca mais o tiramos
Fazemos dele uniformes,
Para passarmos por qualquer situação:
Econômica, social, política e passional.

Permite que tenhamos sempre em vista
Uma verdade que nunca será cumprida
E a mesma só existe para amenizar a dor de uma ferida,
Crescente, que tomará todo o corpo, e levará a vida
Para uma ilha onde a alma será extinta.

Ao menos nesse esconderijo não seremos capazes
De ajudar ou atrapalhar outrem,
Viveremos aprendendo a ser novamente
Pessoas normais, sociáveis
Menos Delinquentes e que aceitemos tudo que nos é dito
Seja pelos meios de comunicação confiáveis
Ou Pelos falsos amigos,
Que assim como nós também não sabem o que são.
  
Mas ao nos desvencilharmos dos trajes que nos cobre
Viveremos pouco, mas seremos nobres,
No sentido em que aceitamos a ferida
E a dor que ela nos causa.
Porém a nobreza só é interessante
Para as pessoas despreparadas para a luta
Que é viver enxergando ao seu redor e adiante
Um futuro desumano, quase interessante.
Sonho com um mundo melhor.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Perfeição


Olhando de longe, não pude perceber
A lua cheia, coberta de um intenso amarelo
Contrasta com o céu rubro,
Que segura consigo toda a chuva do mundo.

Sinto meu interior representado pelo tempo
Onde as partes mais belas serão cobertas
Pelos próximos momentos,
Estes insurgentes às minhas reflexões
Me levam a lugares desprezíveis.

Aproximo-me da paisagem surreal
E ela me traz para dentro,
Mostrando a minha ignóbil formação,
Não sei se derivada dela ou da realidade.

Retorno dessa viagem,
Obtuso e sem coragem,
Porém, decidido a esquecer.
As poucas lembranças boas,
Que são todas suas,
Me servem de alimento,
Mas me impedem de viver.

Será que uma sentença
Poderá se colocar sobre o amor
E me fazer lhe esquecer ?

Somente regenerado
E liberto de lembranças
Poderei viver,
Mesmo que para isso,
Eu tenha que morrer.